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Diário Medicina Preventiva

Uma intensa viagem pelo dia-a-dia de uma estudante de Medicina e, além disso, algumas indicações sobre a importância da prevenção para preservarmos a nossa saúde.

Diário Medicina Preventiva

Uma intensa viagem pelo dia-a-dia de uma estudante de Medicina e, além disso, algumas indicações sobre a importância da prevenção para preservarmos a nossa saúde.

18.Mai.07

A SAÚDE E A ESCOLA

Um dos locais onde se revela importante a intervenção da Medicina Preventiva é, certamente, nas escolas. As escolas devem ser vistas como locais para a promoção da saúde, já que são um local chave no desenvolvimento individual e social, mas também porque a saúde influencia o desempenho dos alunos na aprendizagem.

As escolas promotoras de saúde (EPS) implicam o envolvimento da comunidade educativa com a existência de uma relação entre a educação e a saúde e também a colaboração destas escolas com os centros de saúde.

As EPS actuam a diferentes níveis no seu objectivo de promover a saúde: ao nível ecológico, curricular, psicosocial, comunitário e organizacional. Esta promoção da saúde dá particular relevo à higiene geral, nutrição, educação física, educação sexual, educação sanitária (tabaco, alcoolismo, toxicodependências, acidentes, delinquências, criminalidade). Entre as prioridades na atenção prestada à saúde dos alunos destacam-se a saúde mental, a alimentação, a saúde oral, a sexualidade, uso e abuso de substâncias lícitas e ilícitas, segurança, vacinação e prevenção do VIH/SIDA.

Mais tarde, na vida escolar dos indivíduos, também as universidades devem ser locais promotores de saúde, com especial atenção às oportunidades dos estudantes (saúde pessoal, desenvolvimento social) e aos constrangimentos (estruturais e financeiros).

A Universidade de Lisboa é um exemplo de uma entidade universitária que se preocupa com a promoção da saúde dos seus estudantes, através da oferta de inúmeras actividades e ajudas, como bolsas de estudo, alojamentos, alimentação, actividades culturais e desportivas e serviços médicos. No que diz respeito à saúde, a UL oferece consultas de Clínica Geral, Ginecologia, Planeamento Familiar, Saúde Mental e Promoção da Saúde.

Uma recolha de informação sobre a saúde dos discentes da Ul revelou que cerca de 43% dos alunos considera ter um bom estado de saúde, 34% considera ter uma saúde muito boa, e só 1% assume ter uma saúde fraca. 60% dos discentes afirma estar sujeito a um stress diário moderado e 22% a muito stress. 45% dos alunos diz ter uma boa condição física e 31% razoável. A maioria dos alunos (40%) pratica desporto 2 vezes por semana. No que diz respeito aos hábitos tabágicos, cerca de 79% nunca fumou regularmente, 16% fuma e 5% deixou de fumar, sendo que a maioria dos fumadores fuma cerca de 6 a 10 cigarros por dia. 94% dos estudantes afirma nunca ter consumido drogas e nos consumidores as mais populares são o haxixe e a cannabis. 42% dos alunos inquiridos afirmou ter usado apenas preservativo como protecção na última relação sexual e 15% não usou nenhuma protecção.

Concluindo, os locais de ensino devem ser focos da promoção da saúde, dando atenção aos variados e específicos determinantes da saúde dos estudantes.

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